Texto Informativo
MINAS: ESTADO SÍNTESE DO PAÍS
Minas Gerais, o Estado-síntese de nosso país. Esse fato talvez se dê pelo motivo de ter fronteiras com Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul, trazendo para seu acervo cultural uma riqueza ímpar, traduzida no jeito de ser de uma gente que aprendeu, desde sempre, a lutar por sua liberdade. Mas Minas não é apenas a tradição: é também o espaço da modernidade e das expressões contemporâneas no campo das artes, da tecnologia, da arquitetura, da música, da dança, do teatro.
Minas Gerais é o segundo Estado mais populoso do país. Estado que traz em sua bandeira a inscrição "Libertas quae sera tamem" ou "Liberdade ainda que tardia", Minas, no período colonial, foi cenário de uma das maiores conspirações brasileiras em busca da liberdade, e essa busca está enraizada nos hábitos e costumes dos mineiros, povo acolhedor e trabalhador, dedicado à arte de receber bem, de cultivar as tradições religiosas e a convivência familiar.
A diversidade cultural tão marcante em Minas encontra semelhanças nas manifestações religiosas. Além das festas, a fé gera costumes ligados à hospitalidade, como o hábito de receber a Folia de Reis em casa, oferecendo comida para todos os presentes, ou receber em casa a imagem da Santa Visitadora, para rezar com os vizinhos, e assim também acolher quem chega com a peculiar receptividade mineira. É talvez por isso que sempre nas cidades mineiras há festas, praças e coretos. Minas também é o Estado com o maior número de bandas: cerca de 840, contando apenas as civis cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura.
Importante ressaltar que, além de ser o Estado com maior número de municípios - 853 - Minas Gerais reúne o mais importante acervo arquitetônico e artístico do período colonial brasileiro, preservado em cidades de fama internacional como Ouro Preto, Diamantina e Congonhas do Campo, ricas pela profusão de obras-primas do estilo Barroco, nas quais se destacam os trabalhos de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Mestre Athaíde. O Barroco mineiro é considerado único por muitos pesquisadores estrangeiros.
A crença no poder da medicina popular também é marcante em Minas Gerais. Ainda hoje, os raizeiros e as benzedeiras são muito procurados para fazer chás, simpatias, banhos e benzeções com a finalidade de solucionar problemas de saúde. Nos mercados municipais das maiores cidades mineiras as barracas de plantas e raízes medicinais são muito comuns.
A culinária mineira, além de pratos deliciosos e reconhecidos internacionalmente, também cria hábitos e costumes. Nas cidades do interior é comum o preparo da quitanda – um conjunto de quitutes como bolo, broa, pão de queijo e biscoitos caseiros, preparados de uma só vez para aproveitar o calor do forno à lenha. Também é fundamental lembrar o bom e velho costume mineiro de receber visitas ao redor da mesa da cozinha – sempre mais acolhedora que a sala de visitas. Um bom anfitrião mineiro quer sempre agradar sua visita que nunca pode sair de barriga vazia.
Assim, da influência africana ao barroco, das tradições indígenas à moda de viola, os mineiros foram construindo seus hábitos. Vão dando asas a sonhos da humanidade, como é o caso do feito de Santos Dumont, coisa de quem cultiva a liberdade.
As 5 Regionais ao lado compõem o Percurso I. As Diretorias das Sedes escolheram municípios relevantes da sua área, como fonte inspiradora para iniciar o traçado afetivo do nosso mapa. Acesse as informações sobre cada uma delas!
Referências